quinta-feira, 11 de março de 2010

Conversões, perversões e reconversões

O que é conversão? Segundo os estudiosos em teologia sistemática, especialmente os que se dedicam ao estudo da soteriologia (a parte da teologia que estuda a questão da salvação), a conversão é um evento único na vida de uma pessoa, distinguindo-se da santificação, que é um processo que leva toda a vida. A conversão é um impacto que faz o sujeito mudar sua rota por meio do arrependimento e da fé. Bom, foi isso que estudei lendo Berkhof (para a tristeza dos liberais), apesar de não ter concordado com tudo o que esse teólogo escreveu (para a tristeza dos fundamentalistas).

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal


NATAL
SE SEMPRE FOSSE NATAL SERIA
ALGO SOBRENATURAL
PESSOAS ESQUECENDO-SE DO MAL
ALEGRIA EM MODO TRIUNFAL
MUITOS NÃO QUEREM ISSO
VIVEM SEM COMPROMISSO

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Reforma Protestante e Espiritualidade Clássica

Osmar Ludovico
A chamada igreja evangélica atual tem origem na Reforma, e ao longo do tempo recebeu a contribuição de diversos movimentos como: anabatismo, puritanismo, pietismo, avivamentos do século XVIII, sociedades missionárias, fundamentalismo, pentecostalismo clássico, missão integral. O conjunto destes movimentos iniciados com a Reforma é o que conhecemos como Protestantismo. Vivemos atualmente sob o impacto do controverso movimento neo-pentecostal. Foram sopros do Espírito Santo ao longo da História, intervenções de Deus para dentro da realidade humana, com suas instituições, seu poder político e econômico. Nenhum destes movimentos é perfeito, cada um deles tem sua luz e sua sombra.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

EBD


Escola Dominical uma estrutura em extinção?
Uma análise objetiva e sincera da da Escola Bíblica Dominical no Brasil.
Por Renato Vargens


O que hoje chamamos de Escola Bíblica Dominical teve como fundador o jornalista Robert Raikes (1735-1811). Raikes era natural da cidade de Gloucester, Inglaterra, e em 1757, aos vinte e dois anos, sucedeu o pai como editor do Gloucester Journal, um periódico voltado para a reforma das prisões. Nesta pequena cidade inglesa, onde vivia, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Orar pelo pastor

Algumas razões porque você deve orar pelo seu pastor.
Por Renato Vargens

Algumas pessoas pensam que exercer o ministério pastoral é fácil. Talvez elas não entendam a complexidade do cumprimento de tão árdua tarefa. Na verdade, muitos não sabem a responsabilidade e a pressão que o ministério exerce na vida do pastor. Para piorar a situação, a Igreja do Senhor não trata de seus pastores como devia. Infelizmente conheço inúmeros casos de pastores marcados por igrejas intransigentes, que exigem de seus líderes atitudes sobre-humanas, levando-os a exaustão espiritual.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Substância Católica e o Princípio Protestante na Igreja

Desde o fim do primeiro século e o início do segundo século da Era Cristã, o termo grego katholikós (que significa literalmente “do todo” ou “universal”, “abrangente”) foi utilizado por destacados Pais da Igreja, como Clemente de Roma e Inácio de Antioquia, para designar a Igreja Cristã. Ele revelava talvez a mais singular das características da nascente religião: sua vocação universal, que não estava presa a territórios, povos e nações, como todas as demais religiões do mundo antigo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

CALVINO, A IGREJA E A SOCIEDADE

Todos nós que aceitamos a fé e crescemos debaixo da influência dos fundamentalistas e dispensacionalistas aprendemos desde cedo que religião e política não se misturam. A tarefa da igreja, fomos ensinados, é a de ganhar almas para Cristo. Fomos doutrinados a deixar as coisas "políticas" de lado, a orar pelo governo e a não se envolver com nada que é secular, pois isto era tarefa para os não-crentes. Milhares de nós ainda estamos com as mentes bloqueadas a respeito da política; a nossa mente se torna culpada quando falamos de coisas que não são "espirituais". Ainda temos um medo profundo dos rótulos que as pessoas "espirituais" irão nos colocar quando pregamos um sermão onde a justiça é destacada, onde o direito do pobre é ressaltado. Os rotuladores estão sempre a nossa espreita para ver se ainda estamos debaixo do conceito que eles determinaram ser o correto para um bom crente.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O encontro

Pastor, hoje eu tive um encontro de terceiro grau com Deus, e preciso da sua ajuda!
Como um encontro de terceiro grau?
Pessoal, pastor, face a face!
Hoje, você esteve com Deus como... Moisés?
Isso pastor! E preciso da sua ajuda!
Por que uma pessoa que esteve pessoalmente, ao vivo e a cores, com Deus, precisa de minha ajuda, ou de qualquer ajuda?
Por que apareceram dois, pastor!
Dois... Como assim?
Deus! Apareceram dois seres! E ambos disseram ser Deus!

sexta-feira, 6 de março de 2009

As denominações como expressões do pecado

Gostaria de fazer um desafio ao leitor: pegue sua Bíblia, leia todo o Antigo Testamento, e, a seguir, todo o Novo Testamento, fazendo-o com a máxima atenção. Procure o termo e o conceito de “denominação” como emprestado atualmente à miríade de organizações religiosas da cristandade. Sabe qual será o resultado? Completamente nulo, porque você não encontrará qualquer referência. Não há qualquer base bíblica para esse termo e esse conceito. Ele é extrabíblico e, o que é mais grave, antibíblico.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tragédia na igreja: juízo de Deus?


Vale a pena ler a obra do historiador espanhol César Vidal sobre o médico e filósofo medieval Moisés Ben Maimônides. “Maimônides, o médico de Sefarad” é uma ficção sobre os principais acontecimentos da vida de um dos mais influentes pensadores judeus, que viveu na Espanha no século 12. Para se ter uma idéia da influência desse filósofo entre os judeus, basta saber que é comum entre eles o dito: “De Moisés a Moisés, nunca houve ninguém como Moisés”.

Por meio da obra de Vidal é possível descobrir que a agudeza de raciocínio do grande pensador medieval era precoce. Isso não o impedia, porém, de passar pela fase em que procuramos reduzir todas as questões da vida aos nossos esquemas simplistas. Ao deparar com a morte de um jovem brilhante da comunidade judaica de Córdoba, onde ele vivia, selou sua convicção a respeito das tragédias que desabam sobre a vida das pessoas: os justos prosperam enquanto praticam a justiça e os maus recebem por meio do sofrimento a justa punição dos seus pecados e ponto final. Ele não sabia de nada de errado na vida daquele jovem, mas se ele foi vítima de uma tragédia é porque algo havia feito de errado.

A vida acaba por ensinar a Maimônides que existem muito mais coisas entre o céu e a terra do que imaginava a sua vã teologia. Porém, o exemplo é importante para que lembremos, todos nós, a tendência irresistível que temos de querer dar explicação a tudo, especialmente quando deparamos com tragédias que atingem a igreja.

Os amigos de Jó não resistiram a essa tentação, como sabemos. Diante daquela tragédia, era improvável demais que Jó fosse justo. Por conta disso, derramaram sobre ele o pacote teológico adotado por Maimônides na sua adolescência: "Você sofre porque pecou. Perdeu os filhos, os bens, a honra etc, porque Deus está lhe punindo pelos seus pecados".

É certo que as pessoas, crentes ou não, sofrem. Mas nem sempre sabemos por quê. E ao invés de querer explicar tudo com versículos recheados de uma santa crueldade, devemos aprender a dizer “não sei”. E lembrar o conselho de Jó a seus acusadores: “Ao amigo deve o homem mostrar compaixão, ainda que tenha deixado o temor do Todo-Poderoso”.

João Heliofar de Jesus Villar, 45, é procurador regional da República da 4ª Região (no Rio Grande do Sul) e cristão evangélico.