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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TEOLOGIAS DO INFERNO

Sou megaultrahiper a favor do estudo Teológico. Já fiz dois seminários e defendo com unhas e dentes o estudo da Teologia. Mas estou preocupadíssimo. Tenho visto instituições de ensino e certos professores falarem cada absurdo que minha vontade é começar a concordar com os irmãos que dizem que basta ter Jesus no coração e cantar umas músicas num festival gospel que tá tudo certo. Pois a verdade é que há muitas instituições ditas evangélicas de ensino teológico cujos desensinos têm me arrepiado todo. Por mais que seja uma contradição em termos, parecem teologias do inferno.

A última foi um professor de pós-graduação de uma universidade Metodista de São Paulo que tem quase 9 mil seguidores no twitter e que soltou a seguinte pérola na rede social: “Eu não falei nada em ganhar almas, eu nem acredito que há almas imortais“. Depois de alguns segundos de catatonia, fiquei pensando nas pobres criaturas que têm aulas com esse cavalheiro. Que matriculam-se numa universidade, pagam mensalidades, gastam horas em salas de aula… para desaprender a Bíblia. Minutos depois, mandou-me outro tweet: “biblia fala na ressureição da pessoa por parte d Deus, alma imortal é conceito grego e ñ necessita de ressurreição“.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cuidado com o Joãzinho

Em 07 de fevereiro de 2007 uma cena trivial e extremamente banal se desenrola na cidade do Rio de Janeiro, um roubo de carro. Mas desta vez surge um terrível agravante. O menino João Hélio, de apenas seis anos, não tem tempo de se desvencilhar do cinto de segurança e é arrastado por quilômetros. Uma brutalidade! A sociedade se mostra indignada, jornais são vendidos aos milhares sob a manchete do caso, lágrimas são derramadas, há discussão, comoção, mas o tempo passa. O alarido se silencia, a lembrança fica mais distante, as emoções são anestesiadas e infelizmente o que resta para a grande maioria é simplesmente mais um número na estatística, é apenas mais um "joão".

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Primeiro Sinal do Ateísmo Religioso

O utilitarismo relacional se dá quando fazemos do outro algo para o nosso usufruto e não alguém a quem podemos nos entregar numa relação mútua caracterizada pela troca genuína de afetos. Através deste utilitarismo, transformamos a pessoa ou as pessoas com as quais nos relacionamos em objetos do nosso prazer, meras reproduções da nossa própria imagem, extensões pessoais do nosso jeito de ser e agir, "coisas"cuja única utilidade na existência é a satisfação do nosso ego. A conseqüência óbvia, porém nem sempre percebida, é a morte do outro em nossa vida.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DEUS QUER QUE SEJAMOS DIFERENTES, NÃO ESQUISITOS.

Há alguns anos, no interior do estado do Tocantins, aproximei-me de um senhor e puxei conversa com o cidadão de média estatura, moreno e já passado dos 40 anos de idade. Procurando compartilhar com ele o evangelho, comecei a falar do amor de Deus, da pessoa de Cristo, do plano de salvação, quando ele me interrompeu e me encarou, e, carrancudo, perguntou-me: “Você é crente?”. E logo depois de minha resposta afirmativa, ele prosseguiu: “Mas, você bebe café?”. Quando respondi que sim, o homem esbravejou: “Então você não é crente coisa nenhuma, porque o crente que é crente mesmo nem café não bebe!” Nunca mais esqueci aquela experiência inesperada, intrigante e triste.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Conversões, perversões e reconversões

O que é conversão? Segundo os estudiosos em teologia sistemática, especialmente os que se dedicam ao estudo da soteriologia (a parte da teologia que estuda a questão da salvação), a conversão é um evento único na vida de uma pessoa, distinguindo-se da santificação, que é um processo que leva toda a vida. A conversão é um impacto que faz o sujeito mudar sua rota por meio do arrependimento e da fé. Bom, foi isso que estudei lendo Berkhof (para a tristeza dos liberais), apesar de não ter concordado com tudo o que esse teólogo escreveu (para a tristeza dos fundamentalistas).